Política Brasileira e o Preço dos Combustíveis

  • Em 2011-2012, o valor do barril de Petróleo iniciou um crescimento acelerado, que culminou em uma alta dos valores mundiais dos combustíveis. Como o preço da gasolina e do diesel têm peso significante no IPCA brasileiro, por conta da predominância do transporte rodoviário, este aumento agravaria uma pressão inflacionária já problemática na época. O governo teria, portanto, a opção de aumentar a taxa de juros (tradicional instrumento de política monetária) para ajustar os preços relativos e combater a inflação. No entanto, isso geraria contenção da demanda agregada e desaquecimento da economia, evidenciando a crise econômica iminente.

    Com a proximidade do período de eleições, a alternativa encontrada pelo governo da então Presidente Dilma Rousseff foi represar artificialmente os preços dos combustíveis, intervindo para que a Petrobras os mantivessem abaixo do valor mundial. O problema desta opção é seu custo elevado, que gerou enorme prejuízo para a estatal. Por ter sua produção predominantemente de petróleo pesado, a Petrobras foi obrigada a importar petróleo leve ao preço internacional e vender a gasolina no mercado doméstico a um custo mais baixo. Com a defasagem chegando a até 24%, a ausência de um reajuste de preço agravou o endividamento e deteriorou a situação econômica da companhia.